(Não sei a data em que escrevi este texto. Talvez a data nem importe. Talvez quando um grande amor acaba e não resta dele mais que um texto lamurioso e de despedida, ainda fiquem outras coisas... um aprendizado, uma vontade maior de acertar e crescer... Eu acho que isso ficou. Quis dividir.)
E eu queria escrever um texto que significasse uma despedida bonita pra todos os anos que... todos os anos que. Mas eu sei lá. Tinha que ter algo no final que dissesse... que eu lamento, sabe? Lamento profundamente. Que você tenha tido todos os medos e defesas que um dia eu também tive, mas que desapareceram e que eu não tenho mais...
Eu quis dizer: “É você que eu quero.” E eu disse. E eu esperei que você viesse e... eu sei que você quis... mas não conseguia.
E eu acho isso meio trágico, sabe? E lamento... profundamente. Porque quando você descobrir que eu era “a estrela derradeira, a última e a primeira” eu não vou estar mais aqui... Porque, quando de um grande amor não resta mais que uma lamentação, é preciso criar forças dentro da gente pra admitir e prosseguir.
Nunca teria dado certo. Você é (ou está?) um homem de várias mulheres, e eu sou uma mulher de um homem só. Eu sou mulher de um homem só. E eu quero ser fiel, amar e confiar cega e estupidamente, sabe? Eu quero ter uma casa com estantes, e tapetes, e vidros coloridos, lugar pro cachorro, pras crianças e pra visitas. Objetos de decoração que ninguém nunca entendesse além da gente. Eu queria ter uma história dessas que ninguém nunca entendesse... além da gente.
Talvez você esteja nessa fase indefinida sua de provar os sabores e as cores, mas eu não estou... Eu quero o meu homem, sabe? Pra botar no colo, e cuidar, ver filme na tv e tomar sorvete de colher, fazer café, cafuné, chá, sobremesa, almoço e janta. E tratar como único, porque pra mim ele é. E eu sinto muito que você tenha tido medo... porque eu sei (ah, eu sei... ) você teve... e vai descobrir bem ali, só que eu não vou estar mais aqui.
Blog - Acasos Afortunados
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